Domingo, 19 de Maio de 2013
Sábado, 18 de Maio de 2013
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
"Dorme, bebé" de Eduardo Sá
O primeiro livro chama-se Dorme, Bebé e são dicas e conselhos para um soninho descansado.
Eduardo Sá condescende que o bebé saia da cama dos pais até aos quatro meses e que entre os oito e os 12 deve mesmo sair do quarto dos pais. E alerta: "O sono de um bebé não pode ter o protagonismo exagerado que, nalgumas famílias, acaba por ter".
A ilustração, linda e romântica, está a cargo de Carla Nazareth.
Os próximos títulos são: Birras, Manhas e Manias; Viva a Escola! e O rei na barriga.
BW
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
"O meu filho fez o quê???" vai ao Congresso de Psicologia
O meu filho fez o quê??? gosta de ir às escolas, falar com os pais, mas esta manhã vai estar no II Congresso de Psicologia de Estarreja, ao lado dos professores doutores que percebem muito mais do que esta simples licenciada... A ver como corre, mas as mãos sinto-as frias e o nervosinho na barriga também cá está!
À noite, em Aveiro, estarei na EB 2, 3 João Afonso, a convite da associação de pais e vou conhecer pessoalmente alguém com quem troco emails há muito! Só por isso vai ser bom!
BW
À noite, em Aveiro, estarei na EB 2, 3 João Afonso, a convite da associação de pais e vou conhecer pessoalmente alguém com quem troco emails há muito! Só por isso vai ser bom!
BW
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Terça-feira, 14 de Maio de 2013
Mil vezes o Facebook à cozinha lá de casa!
Ouvido de passagem:
"Eles ficaram sozinhos em casa. Estão lá com o computador e assim... É chato ser o dia todo [de os pais estarem fora] mas é melhor do que virem para a rua, que é muito perigoso. Estão lá nos jogos e na conversa com os amigos... Mas, já se sabe, tivemos que ir almoçar a casa com eles. É que não gosto que mexam no fogão ou no micro-ondas. Ela já tem 16 anos mas é muito perigoso estar na cozinha."
Ouvido na sessão de pais de O meu filho fez o quê??? em Oeiras:
"São cinco e ainda são pequenos mas têm de ter alguma autonomia [por serem muitos]. Desde pequenos que vão a pé para a escola e chamam-me irresponsável... Sou professora [universitária] e vejo que há pais que os levam à faculdade, mas que vão às apresentações e que falam com os professores no fim para lhes explicar que o filho não pode ir a uma aula prática por falta de horário, se é possível mudar..."
Quem são estes pais e que filhos estão a criar?
É preferível ficar um dia inteiro no computador porque a rua é perigosa. O computador e os amigos do Facebook não são nada perigosos!
O mundo que se abre de cada vez que se entra na Internet não tira uma noite de sono àqueles pais mas o ligar um fogão ou meter um prato no micro-ondas é que é preocupante! Todos sabemos como há mil e um perigos escondidos nas cozinhas lá de casa – para os mais pequenos sim, não para adolescentes.
"Filha, podes sair com os teus amigos do Facebook mas pores uma caneca de leite no micro-ondas é que não!"
Por isso, não será de espantar que, um dia, quando a menina entrar na universidade, também a levem. E, já agora, é melhor levá-la no primeiro dia de trabalho à empresa e, quem sabe, pedir uma reunião com o CEO para assegurar que ela não toca no micro-ondas que está na copa, nem sai antes de o pai a ir buscar porque a rua é perigosíssima.
BW
"Eles ficaram sozinhos em casa. Estão lá com o computador e assim... É chato ser o dia todo [de os pais estarem fora] mas é melhor do que virem para a rua, que é muito perigoso. Estão lá nos jogos e na conversa com os amigos... Mas, já se sabe, tivemos que ir almoçar a casa com eles. É que não gosto que mexam no fogão ou no micro-ondas. Ela já tem 16 anos mas é muito perigoso estar na cozinha."
Ouvido na sessão de pais de O meu filho fez o quê??? em Oeiras:
"São cinco e ainda são pequenos mas têm de ter alguma autonomia [por serem muitos]. Desde pequenos que vão a pé para a escola e chamam-me irresponsável... Sou professora [universitária] e vejo que há pais que os levam à faculdade, mas que vão às apresentações e que falam com os professores no fim para lhes explicar que o filho não pode ir a uma aula prática por falta de horário, se é possível mudar..."
Quem são estes pais e que filhos estão a criar?
É preferível ficar um dia inteiro no computador porque a rua é perigosa. O computador e os amigos do Facebook não são nada perigosos!
O mundo que se abre de cada vez que se entra na Internet não tira uma noite de sono àqueles pais mas o ligar um fogão ou meter um prato no micro-ondas é que é preocupante! Todos sabemos como há mil e um perigos escondidos nas cozinhas lá de casa – para os mais pequenos sim, não para adolescentes.
"Filha, podes sair com os teus amigos do Facebook mas pores uma caneca de leite no micro-ondas é que não!"
Por isso, não será de espantar que, um dia, quando a menina entrar na universidade, também a levem. E, já agora, é melhor levá-la no primeiro dia de trabalho à empresa e, quem sabe, pedir uma reunião com o CEO para assegurar que ela não toca no micro-ondas que está na copa, nem sai antes de o pai a ir buscar porque a rua é perigosíssima.
BW
Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
Pôr os miúdos a escrever
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
O Bando das Cavernas
Foi com muita curiosidade que espreitei estes livros da coleção "O Bando das Cavernas", recomendados primeiro e depois oferecidos por uma amiga. Parecia-me mais um Stilton, do qual, confesso, já estou farta. Mas logo nas primeiras páginas percebi que se tratava de uma coleção muitooo mais divertida e, ainda por cima, 100% portuguesa (da autoria de Nuno Caravela e edição da Booksmile).A aventura começa logo de forma hilariante: os meninos pré-históricos vão para a escola num "mamute escolar", ou seja, o autocarro da época. Na mochila levam, por exemplo, um escaravelho borracha. Enfim, uma aventura muitíssimo divertida e uma sugestão para substituir ou alternar com o rato jornalista.
O primeiro capítulo pode ser lido gratuitamente aqui. Espreite juntamente com os mais pequenos. Veja as reações. Serão, certamente, boas.
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
"O meu filho fez o quê???" em Oeiras
No livro advogo que os pais devem conhecer o estabelecimento de ensino antes de matricularem os filhos, mesmo que seja a escola obrigatória para onde as crianças têm de ir impreterivelmente. A visita deve ser feita em tempo de aulas. Uma mãe pergunta-me se eu acho exequível que os pais vão todos à escola e dá-me um exemplo: se a escola receber mil alunos vão dois mil pais à escola? E em tempo de aulas?
Nunca vão dois mil pais à escola! Vai meia dúzia e nem sequer vai no mesmo dia... E não é difícil a uma escola recebê-los desde que esteja à espera deles, respondo.
A escola pode não ter essa disponibilidade e a directora da secundária explica-me e aos pais como faz: raramente recebe pais, mas quando pedem, acede. Só que se forem mais pode não conseguir por falta de tempo.
Mais à frente, foco a importância de falar com os filhos sobre o regulamento da escola, o estatuto do aluno e de lhes fazer ver que há um "cadastro" que os segue enquanto andarem na escola. O ter um "cadastro" pode dissuadi-los de maus comportamentos.
A mesma mãe diz-me que isso de nada serve se eles não estiverem motivados porque além de mãe é professora e diariamente confronta-se com alunos desinteressados que não aprendem nem deixam os outros aprender e dá-me um exemplo concreto que se passou na sua sala de aula.
Tem toda a razão. É verdade. Há miúdos desinteressados e que boicotam, mas é preferível os pais não falarem com eles?
O dilema pai/professor é grande e, naquele encontro aquela mãe pôs a professora sempre em primeiro lugar. Para quê os pais irem à escola? Porque, ao contrário da senhora, nós não estamos na escola todo o dia, não conhecemos os professores, não sabemos o que se passa e queremos saber! Porquê irem em tempo de aulas? Para vermos como é o dia-a-dia de uma escola. Mas não vêem tudo, vêem uns corredores e podem apanhar um dia pior... É verdade, mas ajuda-nos a, pelo menos, conhecer o espaço. O que é preferível: mandar a criança às escuras para a escola nova ou dizer-lhe que tem uma boa biblioteca, uma cantina espaçosa...
No final, a directora agradece o número de pais que participaram na sessão e o interesse que demonstraram. O presidente da associação de pais oferece-me uma lembrança e pede aos pais para participarem, para se envolverem no trabalho que a organização promove, bem como nas acções, tudo em prol dos filhos deles e dos outros, aponta. Dia 24, às 21h, é a vez de Paulo Guinote, informa.
Alguns pais mantiveram-se calados e procuraram-me no fim. A escola está igual ao que sempre foi e não motiva os alunos que revelam o seu desinteresse através do mau comportamento, diz uma mãe. Pois é, foi uma pena não ter dito isso em voz alta!
BW
PS: Muito obrigada à Associação de Pais da Escola Secundária Quinta do Marquês, ao presidente e à sua equipa, de que fazem parte homens e mulheres activos, disponíveis e atenciosos, que organizaram a sala e trouxeram de casa a máquina do café e as caixas com bolachas para atrair os pais! Obrigada a todos, em especial à mãe que foi numa corrida buscar o portátil para fazer a minha apresentação!
Uma viagem pela obra de Saramago
"E a minha ideia, ou melhor, a minha preocupação, neste momento ou mais provavelmente desde sempre, ainda que nos últimos títulos se tenha tornado mais evidente, é considerar o ser humano como prioridade absoluta.Por isso, o ser humano é a matéria do meu trabalho, a minha quotidiana obsessão, a última preocupação do cidadão que sou e que escreve.", p. 36, 37
Chegou esta semana às livrarias uma obra imperdível para os amantes e estudiosos de Saramago: um inédito resultante de uma conferência que Saramago deu na Universidade de Turim, em Maio de 1997.
Desta edição bilíngue e dividida em três momentos, destaco, claro, as palavras do próprio Saramago, uma espécie de viagem pela sua obra, recontando-a, explicando o nascimento de cada obra, um olhar do autor sobre si mesmo.
O pequeno volume inclui ainda textos de Luciana Stegagno Picchio e de Fernando Gómez Aguilera.
Ouça a leitura de algumas páginas.
Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
A arrogância do saber médico
Acidente desportivo: a nadadora da frente bate-lhe com um pé com tanta força que ela sente os ossos do nariz e da cara a "irem para dentro". Sai imediatamente da piscina e toca de ir para o hospital. Inscrição. Triagem. Como se trata de um trauma está na lista das "urgências mesmo urgentes". São 40 minutos de espera, informa a enfermeira. E são mesmo. É atendida. É mandado fazer um RX. É novamente atendida. Tudo muito rápido depois de 40 minutos de espera.
A pediatra tem dúvidas, por isso sai e vai aconselhar-se com o colega que, aparentemente também tem dúvidas porque nos é pedido para regressar no dia seguinte, para ser vista pelo otorrino.
"O nariz não está partido, pois não?", pergunto. "Não, mas estou aqui com uma dúvida e fico mais segura se ela vier amanhã...", responde a médica. "Mas está com dúvidas porque vê uma sombra no RX, é isso?", tento adivinhar, na esperança que me dê uma explicação. "Tenho uma dúvida, percebe?", repete, ao mesmo tempo que escreve uma carta ao colega de otorrino que irá ver a menina no dia seguinte e a fecha num envelope que me entrega – vedando-me assim o acesso à sua dúvida.
Eu penso, ao mesmo tempo, que recebo o envelope: eu percebo, eu gostava é que a partilhasse comigo as suas dúvidas, mas já vi que não tenho sorte. E se a senhora soubesse o que me irrita dizerem-me "percebe" como se eu fosse ignorante, não o faria...
"Bom, então o que é que aconselha a fazer até amanhã? Mantém o gelo? Faz anti-inflamatório?", pergunto, já com pouca paciência.
"Sim."
São horas de fazer contas. Um episódio de urgência e um RX são 21,50 euros. Ela abre os olhos de escândalo. "21,50 euros? Como é que faz quem não tem 20 euros", pergunta, olhando à volta, para a sala repleta de gente para quem 20 euros podem fazer diferença. "Muitos não pagam porque as crianças ainda são pequenas, outros têm apoios sociais", respondo, seguindo o seu olhar e, discretamente, apontando para as pessoas que estão nas situações que descrevo.
No dia seguinte, volta ao hospital. O otorrino abre a porta da sua sala mas não abre a boca para desejar um "bom dia", abre o envelope, lê a carta, pega num instrumento e espreita para dentro do nariz com tal violência que a miúda se encolhe com dores. "Podes sair", diz lacónico.
"Podes sair? E dizer o que viu? O que é que se passa? Porque é que tivemos de voltar? O que é a sombra? Não há uma palavrinha ao doente e aos pais? Nada?" Nada.
Não me preocupam os 20 euros mas a falta de qualidade do serviço de um hospital que recebe prémios de qualidade – sim, já sei que em breve vamos receber uma factura com o valor real da despesa, que esta ultrapassará os 20 euros e que nos devemos mostrar muito agradecidos ao Estado por nos fornecer aquele serviço por 20 euros porque nem pagamos impostos, nem contribuições.
Mas eu ficava mesmo, mesmo agradecida se os senhores doutores descessem dos seus pedestais de sabedoria e a partilhassem com os comuns mortais. Alguém pode ensinar os futuros senhores doutores, já que os actuais não o sabem, a falarem com as pessoas com normalidade? É que nós não somos todos ignorantes, percebem? E mesmo os ignorantes precisam de uma explicação.
BW
A pediatra tem dúvidas, por isso sai e vai aconselhar-se com o colega que, aparentemente também tem dúvidas porque nos é pedido para regressar no dia seguinte, para ser vista pelo otorrino.
"O nariz não está partido, pois não?", pergunto. "Não, mas estou aqui com uma dúvida e fico mais segura se ela vier amanhã...", responde a médica. "Mas está com dúvidas porque vê uma sombra no RX, é isso?", tento adivinhar, na esperança que me dê uma explicação. "Tenho uma dúvida, percebe?", repete, ao mesmo tempo que escreve uma carta ao colega de otorrino que irá ver a menina no dia seguinte e a fecha num envelope que me entrega – vedando-me assim o acesso à sua dúvida.
Eu penso, ao mesmo tempo, que recebo o envelope: eu percebo, eu gostava é que a partilhasse comigo as suas dúvidas, mas já vi que não tenho sorte. E se a senhora soubesse o que me irrita dizerem-me "percebe" como se eu fosse ignorante, não o faria...
"Bom, então o que é que aconselha a fazer até amanhã? Mantém o gelo? Faz anti-inflamatório?", pergunto, já com pouca paciência.
"Sim."
São horas de fazer contas. Um episódio de urgência e um RX são 21,50 euros. Ela abre os olhos de escândalo. "21,50 euros? Como é que faz quem não tem 20 euros", pergunta, olhando à volta, para a sala repleta de gente para quem 20 euros podem fazer diferença. "Muitos não pagam porque as crianças ainda são pequenas, outros têm apoios sociais", respondo, seguindo o seu olhar e, discretamente, apontando para as pessoas que estão nas situações que descrevo.
No dia seguinte, volta ao hospital. O otorrino abre a porta da sua sala mas não abre a boca para desejar um "bom dia", abre o envelope, lê a carta, pega num instrumento e espreita para dentro do nariz com tal violência que a miúda se encolhe com dores. "Podes sair", diz lacónico.
"Podes sair? E dizer o que viu? O que é que se passa? Porque é que tivemos de voltar? O que é a sombra? Não há uma palavrinha ao doente e aos pais? Nada?" Nada.
Não me preocupam os 20 euros mas a falta de qualidade do serviço de um hospital que recebe prémios de qualidade – sim, já sei que em breve vamos receber uma factura com o valor real da despesa, que esta ultrapassará os 20 euros e que nos devemos mostrar muito agradecidos ao Estado por nos fornecer aquele serviço por 20 euros porque nem pagamos impostos, nem contribuições.
Mas eu ficava mesmo, mesmo agradecida se os senhores doutores descessem dos seus pedestais de sabedoria e a partilhassem com os comuns mortais. Alguém pode ensinar os futuros senhores doutores, já que os actuais não o sabem, a falarem com as pessoas com normalidade? É que nós não somos todos ignorantes, percebem? E mesmo os ignorantes precisam de uma explicação.
BW
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Terça-feira, 7 de Maio de 2013
Prova final de ciclo - 4.º ano - Português
Foi hoje o primeiro novo exame do 4.º ano. Ou melhor, prova final, pois a expressão exame só se aplica aos alunos do secundário (porque já aguentam a pressão!) ou às provas de tempos idos.
Enfim, adiante com as ironias, a prova, de uma maneira geral, apresentou a estrutura, extensão e grau de dificuldades esperados, embora o peso atribuído ao grupo II - gramática, atendendo à valorização que o NPPEB e metas lhe conferem, me tenha parecido abaixo das expectativas (valia 15%). Os critérios, de uma forma global, também me pareceram bem. No item nº 1, em que os alunos tinham de numerar uma sequência de afirmações, creio que a opção devia ter sido a de recorrer a patamares de classificação, pois, desta forma, para obter os 5 pontos, o aluno tem de acertar todas as alíneas.
Por outro lado, a escolha do texto informativo para "abertura" da prova pareceu-me pouco feliz. Tratava-se de um texto carregado de informação, dados, números e uma linguagem que não faz parte do quotidiano das crianças.
Eventualmente, se a prova tivesse começado pelo texto B (excerto de A Sereiazinha, de H.C. Andersen) a confiança dos miúdos tivesse sido maior. Ora eles passam 90% do tempo a trabalhar textos literários...
Infelizes pareceram-me também as palavras da presidente da Associação de Professores de Português ao prestar declarações sobre a prova ao Público.
«A professora lamentou que algumas das crianças “possam ter estado excessivamente ansiosas, muito por causa dos pais”. “Esta prova vale apenas 20% ou 25% da nota final, não altera nada, ninguém chumba por causa disto – a única coisa que mudou em relação às provas de aferição é o papão da palavra exame”, disse.»
Pressão dos pais? Não queremos que os pais pressionem, mas queremos pais mais envolvidos e que valorizem a escola, certo? E o facto da maioria das crianças ter feito a prova numa escola que não a sua não terá tido aqui alguma responsabilidade neste pretenso estado de ansiedade?
A prova vale 20 ou 25%? Mas não devia saber? Ou ter-se informado antes de prestar declarações enquanto representante dos professores de português a um órgão de comunicação?
Desagradou-me a ligeireza do comentário à prova, o colocar de eventuais responsabilidades nos pais e o desconhecimento sobre o processo/peso das provas.
Sexta-feira há mais: prova final de matemática.
Ps - Aproveito para confirmar que este ano, pelo facto de ser o primeiro ano das provas finais de ciclo do 4.º ano, estas valem 25%. A partir do próximo ano letivo, valem 30%. Consulte aqui o despacho normativo 5/2013 que regulamenta esta questão.
Enfim, adiante com as ironias, a prova, de uma maneira geral, apresentou a estrutura, extensão e grau de dificuldades esperados, embora o peso atribuído ao grupo II - gramática, atendendo à valorização que o NPPEB e metas lhe conferem, me tenha parecido abaixo das expectativas (valia 15%). Os critérios, de uma forma global, também me pareceram bem. No item nº 1, em que os alunos tinham de numerar uma sequência de afirmações, creio que a opção devia ter sido a de recorrer a patamares de classificação, pois, desta forma, para obter os 5 pontos, o aluno tem de acertar todas as alíneas.
Por outro lado, a escolha do texto informativo para "abertura" da prova pareceu-me pouco feliz. Tratava-se de um texto carregado de informação, dados, números e uma linguagem que não faz parte do quotidiano das crianças.
Eventualmente, se a prova tivesse começado pelo texto B (excerto de A Sereiazinha, de H.C. Andersen) a confiança dos miúdos tivesse sido maior. Ora eles passam 90% do tempo a trabalhar textos literários...
Infelizes pareceram-me também as palavras da presidente da Associação de Professores de Português ao prestar declarações sobre a prova ao Público.
«A professora lamentou que algumas das crianças “possam ter estado excessivamente ansiosas, muito por causa dos pais”. “Esta prova vale apenas 20% ou 25% da nota final, não altera nada, ninguém chumba por causa disto – a única coisa que mudou em relação às provas de aferição é o papão da palavra exame”, disse.»
Pressão dos pais? Não queremos que os pais pressionem, mas queremos pais mais envolvidos e que valorizem a escola, certo? E o facto da maioria das crianças ter feito a prova numa escola que não a sua não terá tido aqui alguma responsabilidade neste pretenso estado de ansiedade?
A prova vale 20 ou 25%? Mas não devia saber? Ou ter-se informado antes de prestar declarações enquanto representante dos professores de português a um órgão de comunicação?
Desagradou-me a ligeireza do comentário à prova, o colocar de eventuais responsabilidades nos pais e o desconhecimento sobre o processo/peso das provas.
Sexta-feira há mais: prova final de matemática.
Ps - Aproveito para confirmar que este ano, pelo facto de ser o primeiro ano das provas finais de ciclo do 4.º ano, estas valem 25%. A partir do próximo ano letivo, valem 30%. Consulte aqui o despacho normativo 5/2013 que regulamenta esta questão.
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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
Gladiadores
Uma animação que nos dá a oportunidade de assistir à construção do Coliseu em Roma e nos permite reencontrar figuras da mitologia, como o Minotauro ou Diana, a deusa da caça.
Um gladiador apaixonado, com voz de João Manzarra, num filme que diverte os mais pequenos, à medida que conhecem a Roma Antiga, e percebem que a solução para tudo na vida, mesmo na dos heróis, é "pensar" e "persistir".
Um filme com vários pormenores para fazer rir os pais e os espetadores mais crescidos, e que justificam a ida ao cinema.
Para ver a 2 ou 3 D.
Um gladiador apaixonado, com voz de João Manzarra, num filme que diverte os mais pequenos, à medida que conhecem a Roma Antiga, e percebem que a solução para tudo na vida, mesmo na dos heróis, é "pensar" e "persistir".
Um filme com vários pormenores para fazer rir os pais e os espetadores mais crescidos, e que justificam a ida ao cinema.
Para ver a 2 ou 3 D.
Domingo, 5 de Maio de 2013
Informações exame e prova final de ciclo
Consulte aqui as informações para alunos e encarregados de educação relativamente às provas finais de ciclo e exames nacionais.
Consulte o calendário das provas aqui.
Aproveite e analise com os seus educandos, nomeadamente com os do 4.ºano, os cabeçalhos a preencher no dia da prova de Matemática e de Português. Os modelos (folhas de rosto) estão disponíveis no site do Gave.
Consulte o calendário das provas aqui.
Aproveite e analise com os seus educandos, nomeadamente com os do 4.ºano, os cabeçalhos a preencher no dia da prova de Matemática e de Português. Os modelos (folhas de rosto) estão disponíveis no site do Gave.
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Olimpvs.net no dia da Mãe
Como é o dia-a-dia das mães? O 70X7, o programa da Igreja Católica que passa na RTP 2 aos domingos de manhã, falou com a autora Sara Rodi, a financeira Catarina Neves, comigo e com a escritora e avó Alice Vieira.
Com o devido respeito, as escolhidas não são exemplo para ninguém! Claro que fazemos sacrifícios e muita ginástica para conseguir conciliar família com carreira. Claro que somos multitask, a nossa cabeça está sempre a pensar como é que se conjuga tudo e, chegado ao fim do dia, o cansaço é imenso.
Mas heroínas são as mães que acordam de madrugada, andam em transportes públicos durante horas e repetem tarefas sempre iguais até à exaustão para regressar de noite a casa e não parar. Cozinhar, passar a ferro, limpar e dormir poucas horas para recomeçar o ciclo na manhã seguinte.
Heroínas são as mães que contam cêntimos e fazem escolhas no supermercado para levar só o estritamente necessário, que não comem para que os filhos comam. Heroínas são as mães com filhos doentes e que sofrem por os ver sofrer, mas que têm de manter a coragem.
BW
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Mães à distância
No dia da mãe, o PÚBLICO lembrou os filhos que estão longe e as mães que por cá ficaram com o coração apertado, com saudades e com a amargura de terem investido nos seus filhos que não podem trabalhar num país que está contra eles, que está contra todos, que tem como único objectivo o castigo do seu povo, dos seus velhos, dos adultos e dos jovens.
BW
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